O DOSSIÊ “CARTILHA CAMINHO SUAVE, DE BRANCA ALVES DE LIMA: NA HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO DO BRASIL”

Juliano Guerra Rocha, Silvia Aparecida Santos de Carvalho, Ilsa do Carmo Vieira Goulart

Resumo


A história da alfabetização no Brasil tem se consolidado, nos últimos anos, como um campo temático autônomo e de natureza híbrida. A produção acadêmica destaca-se em estudos sobre a história do livro escolar no Brasil como um pretexto para a compreensão da complexidade que envolve as práticas culturais de ensino. Vários pesquisadores vêm se debruçando sobre a literatura didática, dedicando-se à análise de livros de leitura e de cartilhas, que circularam nas escolas em diferentes perspectivas: na história das edições de uma obra; na contribuição que determinado livro ou autor(a) tem na história da alfabetização; nos diferentes modos de recepção da obra pelos leitores, dentre outros aspectos. Embora alguns trabalhos acadêmicos tematizaram a Cartilha Caminho Suave, desconhecemos, no entanto, uma publicação (em livro ou dossiê temático em periódico), que tenha como objeto central esta cartilha ou a escritora Branca Alves de Lima.

A Cartilha Caminho Suave em 2018 completa 70 anos da sua primeira edição (1948), um tempo considerável pensando em um mercado editorial que se revigora por oferecer “novidades” aos leitores, no interior de uma disputa pelas fatias de demanda escolar.  Trazer essa temática como discussão não tem como propósito uma apologia a seu sucesso, nem tampouco se configura como uma homenagem aos 70 anos. Intencionamos com a presente iniciativa compor um espaço de reflexão crítica para problematizar fatos como a continuidade desta cartilha no mercado editorial e, principalmente, à adesão assumida ou camuflada deste material por professores alfabetizadores em diferentes regiões do Brasil.

Neste sentido, esse dossiê tem por objetivo principal reunir alguns estudos no campo da história da alfabetização no Brasil, tomando a Cartilha Caminho Suave como temática e fonte de pesquisa.


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